MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS NATURAIS E DIU

Embora os métodos anticoncepcionais hormonais sejam os mais utilizados em todo o mundo, os métodos não hormonais têm sua importância e têm muitas indicações entre as mulheres que desejam se proteger de uma gravidez.

Os métodos naturais são usados em larga escala, pois são de graça e funcionam a partir da observação feita, pela mulher, das alterações que acontecem em seu próprio organismo, bastando, para isso, conhecer algumas alterações fisiológicas em seu próprio corpo.

O corpo da mulher sofre alterações cíclicas, ou seja, regidas pelo ciclo menstrual. Entre elas, temos a secreção transparente, tipo clara de ovo, que pode ser percebida no período ovulatório ou período fértil, podendo ser acompanhada de leve dor abdominal que dura um ou dois dias. Em um ciclo regular de 28 dias, a ovulação ocorre, geralmente, no 14º ou 15° dias do ciclo. Nessa época observa-se um aumento da temperatura corporal, mas que pode não ser observado em todas as mulheres.

Assim, esses métodos, inclusive a tabelinha, onde se evita os dias férteis para se ter relações sexuais, são métodos que devem ser usados apenas nas mulheres com ciclos bem regulares e após correta orientação ginecológica.

Os métodos de barreira, como o preservativo masculino, feminino e o DIU, são métodos bem difundidos. A camisinha feminina é bem mais cara que a masculina, mas se constitui em método alternativo seguro para os casais, desde que corretamente usada. Usados de modo certo e em todas as relações sexuais, os preservativos oferecem, praticamente, cem por cento de proteção.

O DIU é o método mais controverso e temido pelas próprias pacientes, que ouvem crenças e mitos a seu respeito e desconhecem a grande utilidade, praticidade e eficácia do mesmo. É um dispositivo inserido no interior da cavidade uterina e que, dependendo do modelo, pode ter validade de até 10 anos. Dentro desse período, pode ser retirado a qualquer momento e as chances de engravidar retornam rapidamente. Sua eficácia é semelhante à das pílulas, chegando a cerca de 99% se seguidas as corretas orientações.

A maioria dos estudos e pesquisas mostram que o DIU impede a gravidez através da destruição dos espermatozóides e funcionando como uma barreira mecânica para os mesmos. Não se provou, como muitos acreditam, que ele impeça a implantação do embrião já formado, funcionando, assim, como um método abortivo. O DIU pode aumentar o fluxo menstrual e não aumenta, isoladamente, a incidência de infecções uterinas, fato que acontece em associação com relações sexuais com múltiplos parceiros sem o uso de preservativo. Assim sendo, é um método excelente e sempre deve ser discutida a possibilidade de seu uso com o ginecologista.

Cada método tem sua indicação e contraindicações, portanto, só podem ser prescritos pelo médico. Informe-se.